“Nesse período a gente se virou vendendo ovos e bolas, meu esposo trabalhou com lotação, limpeza de sofá e de cama. Os moradores da comunidade também sempre nos ajudam com alimentos e com uma palavra de conforto”.
Ainda segundo Geovânia, recentemente o secretario de cultura de Jaguaripe, Silveira, esteve na localidade e falou que não era possível a equipe do circo permanecer ali porque o prefeito pretende fazer uma praça no local.
“Falei pra ele, nenhuma cidade vai acolher a gente nesse momento por conta da pandemia, estamos em um estado de calamidade pública, mas arrume um lugar pra gente colocar nossos ônibus. O secretario conversou com o prefeito e a resposta foi não”, disse.
Geovânia ressaltou que o único lugar que tem para ir é Sergipe, mas não tem condições de fazer esse deslocamento, porque precisa de 3 reboques e combustíveis para um carro pequeno e para o ônibus.
“Fizeram a gente desarmar a tenda e não temos como ficar o tempo todo dentro do ônibus por causa do calor. Somos eu, meu esposo, 4 crianças e meu sogro – um idoso de 73 anos que teve AVC e sofre de mal de Alzheimer. Sou a 5ª geração circense da minha família e nunca passei por tanta humilhação como passei aqui em Jaguaripe, não com os moradores, mas com algumas autoridades locais”, concluiu Geovânia. Fonte: Tribuna do Recôncavo/ Foto: Reprodução/ Vídeo

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