O Palmeiras não precisava nem vencer no Mineirão para ser campeão. Mas nem por isso deixou de pontuar. Com um empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, o clube paulista chegou ao seu segundo título brasileiro seguido e coroou uma arrancada impressionante.
O time que estava a 14 pontos atrás do líder há pouco mais de um mês terminou o Brasileirão com 70 pontos e deixou todos para trás. São dois a mais que o Grêmio e três a mais que Atlético-MG e Flamengo, o grupo que completa o G4.
Foi um título para coroar a era Abel Ferreira, que pode chegar ao fim (o técnico português foi procurado pelo Al-Sadd, da Arábia Saudita). Ao todo, são dois Brasileiros (2022 e 2023), duas Libertadores (2020 e 2021), uma Copa do Brasil (2020), dois Paulistas (2022 e 2023), uma Recopa Sul-americana (2022) e uma Supercopa do Brasil (2023) conquistados sob o comando do treinador.
Na conta geral, incluindo os títulos reconhecidos pela CBF como equivalentes, este foi o 12º Brasileiro do Palmeiras. Considerando desde 1971, quando a competição passou a ser chamada oficialmente por este nome, foi o oitavo. Na era dos pontos corridos, o quarto.
O Palmeiras não precisou fazer muito para abrir o placar. Desde o início se defendeu em linhas médias, esperando um vacilo do Cruzeiro. Mais uma vez numa noite afiada, Endrick teve duas grandes chances. Mas elas pararam nas defesas de Rafael Cabral. Até que, aos 20, o garoto não perdoou uma falha grosseira Lucas Silva. O meio-campista errou o tempo da bola na frente da área. Ela sobrou para o atacante de 17 anos, que tentou encobrir o goleiro cruzeirense. Na segunda tentativa, concluiu a gol.
- É o que eu gosto de fazer, o que eu amo fazer. Gol - disse o atacante, com um sorriso no rosto, no intervalo.
Não que o Cruzeiro tenha jogado mal. Dominou as ações e teve o controle da bola na primeira etapa. Mas, além do erro grave que resultou no gol, criou poucas chances claras na frente. Nas poucas que teve, não passou por Weverton.
Na etapa final, o cansaço físico pesou para os palmeirenses, que diminuíram ainda seu ritmo. Compreensível para um time que já estava com o título encaminhado e que tirou uma diferença de 14 pontos para o então líder Botafogo em sete rodadas.
O Cruzeiro, por sua vez, cresceu na partida. Principalmente com as substituições, que deixaram o time mais leve. E, no embalo da torcida, que compareceu em ótimo número no Mineirão (foram 44.190), chegou ao empate com Nikão, aos 34. Uma igualdade justa, que permitiu festa dos dois lados. Fonte: O Globo - Foto: Cesar Greco/ Palmeiras
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