O indicador também superou os valores registrados em anos anteriores: R$ 1.893 em 2023 e R$ 1.625 em 2022, consolidando uma trajetória de recuperação após os impactos provocados pela pandemia de covid-19.
Entre as unidades da federação, o rendimento domiciliar per capita variou de R$ 1.219, no Maranhão, a R$ 4.538 no Distrito Federal, que apresentou o maior valor do país.
Além do Distrito Federal, nove estados registraram rendimento acima da média nacional. Na sequência aparecem:
São Paulo – R$ 2.956
Rio Grande do Sul – R$ 2.839
Santa Catarina – R$ 2.809
Rio de Janeiro – R$ 2.794
Paraná – R$ 2.762
Mato Grosso do Sul – R$ 2.454
Goiás – R$ 2.407
Minas Gerais – R$ 2.353
Mato Grosso – R$ 2.335
De acordo com o IBGE, a divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que define critérios para os repasses do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Os dados também são encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita, utilizados na distribuição dos recursos.
O rendimento domiciliar per capita é calculado a partir da divisão do total dos rendimentos domiciliares nominais pelo número total de moradores. No cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes, incluindo pensionistas, empregados domésticos e parentes de empregados domésticos residentes no domicílio.
Os valores têm como base os rendimentos brutos efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, considerando as informações coletadas nas primeiras visitas da PNAD Contínua realizadas ao longo dos quatro trimestres de 2025.
O IBGE destacou que, em 2020 e 2021, houve queda significativa nas taxas de aproveitamento da coleta da pesquisa, especialmente na primeira visita aos domicílios, em razão das restrições impostas pela pandemia de covid-19.
“As menores taxas de aproveitamento das entrevistas refletiam o contexto excepcional, ocasionado pela pandemia de covid-19 nesses anos e os procedimentos adotados para minimizar as perdas de informação que poderiam ocorrer devido à pandemia, ao isolamento social e ao acesso dos entrevistadores aos domicílios”, explicou o instituto.
Entre 2020 e 2022, o cálculo do rendimento domiciliar per capita utilizou dados da quinta visita aos domicílios, em substituição temporária à primeira visita, padrão que foi retomado a partir de 2023, com a normalização das taxas de resposta.
A PNAD Contínua é realizada desde janeiro de 2012 e acompanha as flutuações trimestrais da força de trabalho e outros indicadores socioeconômicos do país.
Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente, segundo as Unidades da Federação – 2025
Unidades da Federação Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente (R$)
Brasil 2.316
Rondônia 1.991
Acre 1.392
Amazonas 1.484
Roraima(1) 1.878
Pará 1.420
Amapá 1.697
Tocantins 2.036
Maranhão 1.219
Piauí 1.546
Ceará 1.390
Rio Grande do Norte 1.819
Paraíba 1.543
Pernambuco 1.600
Alagoas 1.422
Sergipe 1.697
Bahia 1.465
Minas Gerais 2.353
Espírito Santo 2.249
Rio de Janeiro 2.794
São Paulo 2.956
Paraná 2.762
Santa Catarina 2.809
Rio Grande do Sul 2.839
Mato Grosso do Sul 2.454
Mato Grosso 2.335
Goiás 2.407
Distrito Federal 4.538

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