Segundo informações os trabalhadores viviam em casas de taipa sem banheiro, água potável e iluminação adequada. Para utilizar o banheiro, eles recorriam a um buraco improvisado, enquanto a água consumida era retirada de riachos.
Ainda conforme o portal, alguns trabalhadores precisavam caminhar por até uma hora entre o local onde moravam e a plantação. Eles também transportavam a produção de piaçava na cabeça, sem equipamentos ou assistência adequada.
A remuneração era feita exclusivamente por produção. Dessa forma, os trabalhadores precisavam aumentar o ritmo de trabalho para conseguir uma renda mínima. Segundo a fiscalização, havia trabalho inclusive aos finais de semana e feriados.
Nenhum dos trabalhadores tinha registro formal e, de acordo com a fiscalização, eles também não tinham acesso a direitos trabalhistas básicos.
Depois da operação, os vínculos empregatícios foram formalizados e os direitos trabalhistas passaram a ser recolhidos.
Os trabalhadores resgatados também terão acesso ao seguro-desemprego destinado a pessoas retiradas de condições análogas à escravidão.
A fiscalização ainda prevê a adoção de medidas administrativas contra os responsáveis pela propriedade. O empregador também poderá responder pelo crime de submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão, conforme prevê a legislação brasileira. A operação continua em andamento. G1/ Bahia/ Foto: Reprodução
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