Após buscas, o homem foi localizado e identificado como padre Elizeu Moreira, que atua em Tapejara, na Diocese de Passo Fundo e é natural de Ciríaco. "Os próximos passos aí agora é verificar o porquê, não há uma explicação lógica pra esse fato, simplesmente praticou os crimes. Mas então agora a investigação vai apurar essas demais circunstâncias que envolvem ao caso",
diz o delegado Diogo Ferreira. Com o suspeito, a polícia encontrou uma pistola falsa e uma mochila com um boné vermelho, utilizado nos roubos, além de R$ 655 em dinheiro, produtos alimentícios e de higiene. Elizeu recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia de polícia. O veículo foi apreendido, e pertence à Diocese de Passo Fundo. Na quarta-feira (3), a Justiça decretou a prisão preventiva do padre.
A defesa entrou com pedido de relaxamento da prisão, anexando laudos médicos e alegando que ele não tem qualquer tipo de circunstância anterior que possa desabonar sua conduta. A advogada Maura Leitzke informou que ele faz uso, desde o ano passado, de medicamentos psiquiátricos. Nas semanas anteriores ele teria interrompido, voluntariamente, o tratamento, o que, segundo a defensora, influenciou para que tivesse um surto psicótico.
Elizeu foi ordenado padre em agosto de 2019 e desde então trabalhava para a Igreja Católica. Não havia registro de antecedentes criminais. O bispo da Arquidiocese de Passo Fundo, Dom Rodolfo Luis Weber informou que o padre será suspenso provisoriamente das funções até que os fatos estejam esclarecidos.
"Extremamente triste poder ter que anunciar e conviver com esse fato ainda mais contando de uma pessoa que tem uma preparação adequada, teve todo um processo de formação e a chegar a realizar essas atitudes. Então é muito chocante, é muito triste e nos causa profunda dor. Na sua missão interna da igreja como padre a nossa tarefa é também saber averiguar o que aconteceu". G1/ Foto: Divulgação/ BM

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